Pra falar a verdade, eu não gosto de indiretas, elas sempre me confundem. Acabo acreditando que tudo o que as pessoas dizem, na verdade, têm um significado oculto, ou algo que elas gostariam de me dizer mas não têm coragem. E fico pensando, pensando, pensando… Acabo perdendo o sono e a vontade de comer, o céu fica cinza e tudo perde a graça. Algumas indiretas são tão pesadas, que chegam a arder o rosto, tamanha a violência com a qual nos atingem. E o pior de tudo é não saber se ela foi pra você ou não. Sendo ou não, eu acabo mudando o comportamento, ficando mais atento e falando menos. Porque no fim das contas, é isso o que elas acabam me causando: medo. Medo delas serem para mim, ou o medo de errar e perder alguém que amo. Não é fácil, afinal, eu não tenho uma bola de cristal.”